sexta-feira, 7 de novembro de 2008


Esta redação foi escrita por um candidato a uma vaga num concurso público recentemente. O tema foi a "Humanização dos Serviços Públicos de Saúde". Leiam esta primazia com bastante atenção.
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No brasil as pessoas devem ser mais bem tratadas. Os hospitais sao tudo cheio e sem enfraestrutura. Mais tudo isso ainda é piorado por causa dos politicos que desvião verbas. No brasil a populaçao deve de lutar mais, pra poder ter mais direitos que nao sao respeitados.
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Quando se anda nos hospitais se percebe como é tudo cheio, como não tem remedio e também mesmo como as pessoas são mau-tratadas. Todo mundo conhece gente que já foi pro hospital.
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Essas pessoas sempre sofrerão, sempre chegarão com dor, e sempre nunca receberão um tratamento humanizado que nem a proposta do tema desta redação.
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Devemos de ter orgulho de ter nascido no brasil, mas ao mesmo tempo tem que lutar pra ver o tão sonhado tratamento de humano, mim refiro a um tratamento humanizado.
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Todo mundo tem um monte de idea pra ser aproveitada, dentre estas sujere que se deve de receber mais dinheiro pra trabalhar e que tenha mais dinheiro pros hospitais publicos que atualmente nos tempos de globalisação é muito pouco em todo o pais do brasil.
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E no que se refere as esperiencias individuais de cada pessoa, elas só acordão pra realidade depois que se precisa do SUS. Aí tem vontade de se revolucionar toda a saude no pais do brasil.
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Fica entao como conclusao a vontade de se lutar, de se ter mais justiça social no pais que todo mundo mora, que no caso especifico do momento estamos nos referindo ao pais do brasil.
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Ele ousou postar no Orkut, lá na comunidade do concurso. Dê uma olhada. REDAÇÃO

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ode aos Ratos


Rato de rua
Irrequieta criatura
Tribo em frenética proliferação
Lúbrico, libidinoso transeunte
Boca de estômago
Atrás do seu quinhão
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Vão aos magotes
A dar com um pau
Levando o terror
Do parking ao living
Do shopping center ao léu
Do cano de esgoto
Pro topo do arranha-céu
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Rato de rua
Aborígene do lodo
Fuça gelada
Couraça de sabão
Quase risonho
Profanador de tumba
Sobrevivente
À chacina e à lei do cão
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Saqueador da metrópole
Tenaz roedor
De toda esperança
Estuporador da ilusão
Ó meu semelhante
Filho de Deus, meu irmão
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Rato Rato que rói a roupa
Que rói a rapa do rei do morro
Que rói a roda do carro
Que rói o carro, que rói o ferro
Que rói o barro, rói o morro
Rato que rói o ratoRa-rato, ra-rato
Roto que ri do roto
Que rói o farrapo
Do esfarra-rapado
Que mete a ripa, arranca rabo
Rato ruim
Rato que rói a rosa
Rói o riso da moça
E ruma rua arriba
Em sua rota de rato
by Chico Buarque e Edu Lobo

terça-feira, 4 de novembro de 2008

HUMANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE



O direito à saúde é garantia constitucional. Entretanto, além de amparo legal, o homem necessita de amparo humano nas relações em que participa. O direito regulamentado perde, em parte, sua eficácia, quando seus provedores não levam em conta o caráter subjetivo e psicológico nas várias formas de contato entre as pessoas.
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A palavra “humanizar” remete à noção de trazer para o universo humano tudo aquilo que a ele está alheio. É necessário que se crie a visão de que o paciente se confunde com a doença e vice-versa, pois aquela está contida neste, influindo social, emocional e fisicamente. Há uma interação tanto interna como externa do indivíduo em relação à doença.
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Dessa forma, os serviços cujos objetivos são o tratamento do doente e da doença devem levar em conta os aspectos acima mencionados, já que somente há serviço de saúde se houver pacientes, o que se desdobra na participação da influência humana em ambos os papéis desempenhados pelo indivíduo, tanto ao prestar o serviço, quanto ao utilizá-lo.
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O serviço público deve ser prestado de forma universal, integral e digna. Esta dignidade é a fonte humanizadora na prestação do serviço. Somente através da sensibilização e internalização das noções de humanização, é que os serviços públicos serão prestados de maneira integral, pois irão além da mera análise do outro como objeto de tratamento, passando a enxergá-lo como ser pensante, sensitivo, e não apenas portador de uma enfermidade.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

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"Pai e Senhor, poderoso e inefável, que vindes no carro rolante de fogo purpúreo, e sem descanso, rompendo os tempos, os planetas, os cometas, os mundos; Senhor dominador dos campos, das searas fartas e das terras queimadas, taladas, desprovidas; senhor do vosso trono tão alto, de onde tudo e todos escapar-vos não podem, de onde ouvidos imensos ouvem o bramir das feras, o choro das crianças, as imprecações dos homens maus; senhor consente que a vossa esplendente majestade brilhe sobre a nossa terra, domine o céu distante e as estrelas mais altas. Pai universal, Único, Ubíquo, de mortais e imortais, que um átomo de vossa glória caia sobre a minha alma. Ó forma de todas as formas, último e primeiro número, harmonia e esplendor, esteja sempre conosco."
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Trecho de As Clavículas de Salomão
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Na primeira hora de Marte, num dia de Lua, do Arcanjo Gabriel, de São Tibúrcio e de São Valeriano.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

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"Pois é este o caso. O único efeito prático da se ter uma alma é o que ela infla o homem com vaidades antropomórficas e antropocêntricas – em suma, com superstições arrogantes e presunçosas. Ele se empertiga e se empluma só porque tem alma – e subestima o fato de que ela não funciona. Assim, ele é o supremo palhaço da criação, o reductio ad absurdum da natureza animada. Não passa de uma vaca que acredita dar um pulo à Lua e organiza toda a sua vida sobre esta teoria. É como um sapo que se gaba de combater contra leões, voar sobre o Matterhorn ou atravessar o Helesponto. No entanto, é esta pobre besta que somos obrigados a venerar como uma pedra preciosa na testa do cosmos. É o verme que somos convidados a defender como o favorito de Deus na Terra, com todos os seus milhões de quadrúpedes muito mais bravos, nobres e decentes – seus soberbos leões, seus ágeis e galantes leopardos, seus imperiais elefantes, seus fiéis cães, seus corajosos ratos. O homem é o inseto a que nos imploram, depois de infinitos problemas, trabalho e despesas, a reproduzir."
Fonte: Ateus.net

domingo, 5 de outubro de 2008

Hoje, dia 05 de outubro de 2008, mais uma grande data para eleição de novos ou velhos candidatos, os quais muitas vezes já conhecemos e sabemos que nenhuma competência possuem para gerir nossas cidades, nossos berços. Mas para que serve o voto? Será que sabemos o real sentido da mensagem que a eleição nos passa? Será que temos ideia (sem acento, de acordo com a nova regra da Língua Portuguesa) da importância do nosso voto? Será que ele realmente é importante? Definitivamente, ao longo do tempo me vi imerso em um conflito existencial em relação ao voto, pois perdi o discernimento acerca do fato de a não valoração do voto advir da parte dos votados ou dos votantes. Sei de uma coisa, independente de quem ganhe, permaneceremos na mesma situação, pois nada tem se mostrado favorável ao cidadão.
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Voltando à questão da valoração, acho sinceramente que nós cidadãos não valorizamos nosso poder de voto, conceito este (de poder) que é controverso. Como pode ser um poder (se é um poder, subentende-se que tenho controle sobre ele) se somos obrigados a exercê-lo? Como valorizaremos algo que somos obrigados a fazer e que quase sempre não surte o resultado desejado? Estou percebendo que um texto sobre eleição é estruturado com base em perguntas, pois só surgem dúvidas acerca deste tema. Eu, particularmente, não posso falar muito, pois este ano será minha primeira votação. Nunca votei anteriormente.
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Enfim, vou finalizar por aqui por dois motivos:
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1º: Este tema é altamente desmotivador e “desinspirador” e;
2º: Tenho que ir correndo votar, senão cometerei um crime.
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Cada vez mais sei que nada sei!