domingo, 21 de dezembro de 2008

8 Dicas Para Salvar o Mundo

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome;
2. Atingir o ensino básico universal;
3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
4. Reduzir a mortalidade infantil;
5. Melhorar a saúde materna;
6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças;
7. Garantir a sustentabilidade ambiental;
8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008



Ainda não conheço o preço de ser diferente. Mas sinto que se houver cobrança, está será por parte de mim. Ou não. Sinceramente não sei. É aquela velha confusão. Aquele velho lema de procurar as coisas onde elas provavelmente não estão. Não tenho nada a esconder. Nada a declarar. No nada me perco, por nada poder fazer face o que é feito. Essa natureza heterogênea que de hétero só possui a semântica. Conceitos turvos, para visões turvas, onde a eterna procura se encontra no trauma da desorientação.
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Cada dia que se passa me mostra um indício de que eu poderia ser diferente. Vou mais longe: deveria. Mas por ironia do destino essa heterogeneidade me homogeniza a ponto de eu não saber distinguir o hétero do homo. O que seria?
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Qual será o verdadeiro preço pago por ser diferente? Qual o valor do homo quando o ônus está no diferente? O que é ser diferente? O que é esta tal diferença que divide os diferentes em classes diferentes que se confundem com os iguais?
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Como sempre, nos perdemos nos conceitos, pois conceitos são apenas conceitos. Nada mais. O que considero válidos são os princípios. Isso sim. Princípios realmente valem. Mas será o princípio o valor do homo que recai no diferente?
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Surgem três dúvidas: o que é um princípio? O que é a diferença? O que é a igualdade?
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Deixo para os meus semelhantes, que na verdade são únicos e diferentes, as possíveis definições para estes conceitos que em si sós são da mesma forma diferentes e parecidos entre si.
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É uma pena que a noção do igual gere uma relação de diferença.

domingo, 14 de dezembro de 2008


A beleza da juventude está em ser jovem enquanto for vivo. A face de uma criança nos remete àquela nostalgia doce, com sabor de liberdade, sem provas, sem dívidas, sem dores de cotovelo, sem malícia, apenas apontando o dedo para um futuro potencialmente brilhante. A vida é o que é. Mudamos, crescemos, nos moldamos e criamos em tudo aquilo que não queríamos ter criado. Dificultamos o simples, simplificamos o composto sempre com o objetivo de viver. É vivendo que se cresce, não tenho dúvidas.
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A mesma mão que redigiu este texto, na foto, aponta para o futuro.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tarado ni você
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tarado tarado tarado tarado
tarado tarado tarado ni você
tarado ni você
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ni mim
no carnaval
ni tudo
ni todo mundo nu
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(deixa eu gostar de)
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Caetano Veloso em

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


"Não sou eu quem vai ficar no porto chorando e lamentando o eterno movimento dos barcos."
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Seguindo meu caminho, vou indo. Indo aonde... Não sei. Apenas sei que estou no caminho certo. Cansaço, estafa, tristeza, alegria, disposição, apetite. Alguns dos sentimentos opostos que a mim me fazem seguir em frente. O verdadeiro conselho está dentro de nós. E este interior é medida correta do crescer, do ser, do aprender, do saber. É crescendo que se sobre, é sendo que se vive, é aprendendo que se pode, é sabendo que se cresce e é crescendo que se sobe. Coisas novas sempre hão de nos aportar a outras das quais não sabemos o que são. São conseqüências do viver. Enfim ...

domingo, 9 de novembro de 2008

CRÔNICAS BRASILEIRAS

A criança que não sorria
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O desembargador Antonio Carlos Malheiros utilizou boa parte do seu tempo, durante o Seminário Nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos, em Brasília, para motivar os militantes presentes. Falou do trabalho de conscientização dos jovens “e arrogantes” juízes em São Paulo, de sua história na Comissão de Justiça e Paz (decisiva no combate à ditadura), e contou um pouco do seu trabalho como voluntário em hospitais paulistas, quando invoca um lado palhaço para contar histórias às crianças.
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Num desses dias, ficou sabendo de um caso de um menino com o rosto desfigurado. Uma criança “sem rosto”, como definiu. O pai do menino assassinara sua mãe e tocara fogo no barraco. As seqüelas estão sendo combatidas no Pavilhão dos Queimados do Hospital Emílio Ribas.
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Era uma véspera de Natal e Malheiros decidiu fazer o que sempre faz nessas situações: dirigiu-se ao leito do menino para contar histórias.
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Começou a contar. Nenhuma reação.
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Insistiu. Ficou parte da tarde contando histórias. Mas o menino não reagia.
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Malheiros pensou: “Puxa, estou perdendo meu tempo aqui. Poderia estar com meus filhos, numa véspera de Natal, mas estou contando histórias para uma criança que não reage”.
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Mas insistiu novamente, por mais um tempo. Depois foi fazer outras coisas no pavilhão e encaminhou-se para ir embora. Nesse momento, percebeu um puxão no jaleco.
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- Tio...
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Era ele: o menino sem rosto.
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O desembargador ficou surpreso e perguntou o que ele tinha a dizer.
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Até hoje ouve a resposta.
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- Pode não parecer, mas estou sorrindo...
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(texto publicado no site da Agência Repórter Social)