segunda-feira, 8 de março de 2010



A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Meu conselho


Viver às escuras mesmo com todos os holofotes em volta é comportamento peculiar ao ser humano contemporâneo. É como se o cérebro fosse programado para viver em conflito consigo mesmo, permeando o intervalo desde a falsa sensação de saciedade social até à total e plena confusão de identidade e aceitação.

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O grande problema disso tudo é que determinados grupos utilizam esta fragilidade para abastecerem seus interesses. Utilizam seus poderes de forma perversa, fingindo defender interesses “socialmente marginalizados”, criando focos de poder simbólico com o objetivo puro de dominação. Criam-se leis, decretos, resoluções, súmulas, portarias, todo tipo de aparato para enquadrar a todos e mantê-los sob a pior forma de controle: o poder invisível.

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Cria-se uma falsa sensação de bem-estar simplesmente para forçar a obtenção de um resultado previamente planejado, cujo plano, invisivelmente projetado, será sem o mínimo conflito perfeitamente executado. Para agravar, esses executores ainda são coagidos subliminarmente a acreditar que aquilo é o estabelecido e que não há outra forma de se chegar aonde se vai.

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Um exemplo claro disto é o consumismo empurrado para frente pela obsolescência programada. Diariamente somos bombardeados por inúmeros comerciais cujas mensagens têm um único propósito: comprem. Alienam-nos e fazem-nos sentir falsas necessidades em relação àquilo que não precisamos, tornando-nos eternos escravos daquilo que foi proposto. Criam uma superestrutura, responsável por garantir o poder sujo dessa classe dominante mantendo-nos completamente alienados. Essas classe dominantes detêm o controle dos meios de produção. TUDO. A infraestrutura (tudo que um lugar precisa para ser o que é, como serviços, estradas, tudo), que está nas mãos da classe dominante, sem dúvidas vai determinar a superestrutura (Estado, Direito, Religião, Cultura etc.).

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Abra os olhos e cuidado com o que o mundo te diz. Somos todos feitos de besta.

domingo, 21 de fevereiro de 2010


Mais uma vez aquilo lá dentro dá sinal de desestabilização. A cabeça gira, pensamentos voam, estômago revira, enfim, é a razão mais uma vez sucumbindo aos delírios vãos daquela efêmera e dolorosa sensação infinita. Logo eu?
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Cadê? Não sei. É isso que amedronta. Como algo consegue passar tanto tempo dormente e não se acostumar? Será a ordem natural? Não sei. Só sei que é isso aí, que chega, mostra tomar espaço, mostra ocupar o espaço e de repente parece o nada, um vácuo sentimental incompreensível que fala pela saudade, pela inseguança, pela ansiosidade, fala por mim, por você, por ele, por quem for, mas de uma forma turva que chega a cegar, a tomar por completo. Como um barco à deriva sou tomado por um imenso descontrole rumo ao inalcançável.
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Não sei aonde vou e nem sei se estou no caminho certo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu fico puto com as elites corruptas e podres que tentam paulatinamente destruir as bases que estao sendo construídas no Brasil. Um bando de idiotas que veem o mundo pelo retrovisor e que acham que isso é o bastante para se conhecer a vida. Gente que defende um individualismo, em detrimento coletivo e que acha que o mundo se resume à esfera formada pelo seu umbigo.

Esse pessoal pensa que obter um títtulo de Mestre ou Doutor dá-lhes condições de saber como a vida funciona e como deve funcionar. Gente que defende a pobreza, mas não quer ter contato com os pobres. Gente que no caminho do aeroporto, indo ao Ano Novo de Lisboa, é incapaz de dar um "caixinha" ao flanelinha. Gente que quer ver o ano começar em terras alheias.

Depois vem com papo de que vivemos em um país corrupto. Corruto são nossos pensamentos, nossos comportamentos, nossa inércia frente aos crimes que ocorrem em nosso dia a dia, diante de nosso olhos.

"Enquanto os homens exercem seus podres poderes, indios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval..." Que pena. Lutemos pelo que é nosso. Não deixemos os burgueses denegrirem a imagem do nosso governo que, de fato, não é o ideal, mas, sem dúvidas, é o mais adequado.

Lutemos por um país mais consciente. Cidadania, passe adiante.

Meus apelos!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


"Tô a pé, mas chego aonde vou ..."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

E se ...


E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o Botafogo for campeão
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
E se o pantanal virar pirão
E se o Pão-de-Açúcar desmanchar
E se tiver sopa pro peão
E se o oceano incendiar
E se o Arapiraca for campeão
E se à meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então
De mim
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Chico Buarque