
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
PROBLEMAS AMBIENTAIS DA OCUPAÇÃO DO LITORAL E SEMIÁRIDO BRASILEIRO

O processo de ocupação territorial do Brasil caracterizou-se pela falta de planejamento e consequente destruição dos recursos naturais, particularmente das florestas. Ao longo da história do país, a cobertura florestal nativa, representada pelos diferentes biomas, foi sendo fragmentada, cedendo espaço às culturas agrícolas, às pastagens e às cidades.
A ocupação do Brasil teve início a partir de sua faixa litorânea. Essa primeira etapa de ocupação territorial foi caracterizada por atividades predatórias voltas para a extração vegetal. Posteriormente, o governo português concentrou esforços na difusão da plantação de cana-de-açúcar. Por se tratar de uma produção voltada para a exportação, a dificuldade logística em relação ao interior inviabilizava a produção nesta região. Dessa forma, a população e a expansão dos núcleos urbanos ficaram restritas ao litoral.
A partir do século XVII inicia-se o processo de ocupação do interior brasileiro, visando as atividades voltadas à criação de gado. A Coroa Portuguesa havia restringido a criação de gado a partir de 10 léguas de distância do litoral, forçando a ocupação do interior.
No contexto cearense, esta ocupação somente se deu dois séculos após a ocupação do seu litoral. Assim, o gado ocupou os sertões cearenses no início do século XVIII. A atividade de agricultura possuía caráter supletivo, restrito à época de chuvas e, na época de estiagem, nas vazantes dos rios. A ocupação do semiárido se desenvolveu baseada na exportação em detrimento de práticas sustentáveis que levassem em conta as condições climáticas.
Com a Revolução Industrial, as atividades agropecuárias que até então eram determinantes do processo de ocupação do território brasileiro perderam força para a industrialização, que passou a ter importância nas atividades produtivas do Brasil.
Essa fase se caracterizou pela forte demanda por matérias-primas e insumos que contribuíram para o incremento das atividades impactantes, tais como o extrativismo vegetação e mineral. O bioma Mata Atlântica, por exemplo, possui apenas 8% da sua composição original em condições preservadas.
No semiárido, além de não terem sido consideradas as suas limitações naturais, o seu desenvolvimento baseou-se ainda sobre a profunda desigualdade social, políticas inadequadas, descaso pelo homem e pela natureza por parte do poder público. Assim, evidenciam-se as bases das vulnerabilidades do semiárido.
A partir da metade do século XX, inicia-se a fase de desenvolvimento, onde entra em cena a industrialização, com abertura de grandes industriais estatais e, logo após, indústrias transnacionais e multinacionais. Atrelado a este processo de industrialização está a urbanização, que ocorre nas áreas marginais às industriais. A partir daí, inicia-se a preocupação com a questão da infraestrutura. A urbanização gerou vários problemas socioambientais, como a segregação socioespacial, a favelização, a verticalização, a concentração de renda, a especulação imobiliária, imperabilização solo. A poluição dos rios e mares, em todas as suas nuances, seja no interior ou no litoral, é outro grande problema. Como as populações em condições de pobreza não têm acesso a moradia, devido à especulação imobiliária, ocupam precariamente áreas de risco, normalmente regiões de encostas e margens de rios.
Outro ponto importante é a precariedade dos serviços de saneamento e a ineficaz gestão dos resíduos sólidos, que facilitam a poluição ambientais, através do lançamento, pela população, dos seus esgotos nos recursos hídricos, que não só geram doenças de veiculação hídrica, como são carreados para os mares, impactando a qualidade das águas doces e salgadas, comprometendo a balneabilidade dos corpos de água.
Visando o fluxo de mercadorias, são realizadas grandes obras como portos e marinas no litoral, causando quase sempre processos erosivos e descaracterização das faixas de praia. Exemplos disso são as praias da Beira Mar e Iracema, em Fortaleza. O turismo tem se configurado outro fator importante na modificação dos sistemas ambientais. Através dele, varias cidades buscam o desenvolvimento através da implantação de empreendimentos, degradando as regiões de dunas, desapropriando as populações tradicionais, dificultando o acesso ao mar e causando erosão costeira. Todas essas atividades quando desenvolvidas de maneira sustentável respeitam as limitações e a vulnerabilidade natural dos sistemas ambientais que dão suporte a elas.
No tocante ao semiárido brasileiro, este representa o maior do mundo em área e densidade demográfica. Possui aproximadamente 980.000 km², abrangendo todos os estados do Nordeste, exceto o maranhão, e a porção setentrional de Minas Gerais, com uma população de aproximadamente 22 milhões de habitantes, vivendo em zonas urbanas e rurais.
Mesmo com grandes cidades, o semiárido não possui um crescimento vertical significativo. Entretanto, os problemas socioambientais também existem. As formas de manejo inadequadas dos recursos naturais, tais como, desmatamentos, pecuária intensiva, uso indiscriminados de agrotóxicos causam o empobrecimento do potencial biológico do solo. Estes fatores ligados às fragilidades naturais, provocam o principal problema pelo qual o semiárido passa: a desertificação.
Atualmente, no semiárido localizam-se os núcleos de desertificação, locais onde este processo encontra-se em estado grave, comprometendo intensamente os recursos naturais. São eles: Gilbués/Pi, Iraçuba/Ce, Seridó/RN, Cabrobó/Pe. O Ceará possui três áreas suscetíveis à desertificação: Irauçuba, Inhamuns e Jaguaribe. Este quadro deve-se tanto em função das fragilidades desses geossistemas, quanto em função do mau uso da terra ao longo do processo de ocupação.
Outro fator que se configura importante na intensificação dos problemas ambientais no semiárido e o baixo nível de capital social e humano. Estes fatores levam à deterioração da capacidade produtiva das regiões, causando sérios problemas de ordem econômica e social.
A partir desse quadro, ocorrem as migrações das massas do campo para as cidades. Estas, na maioria das vezes não possuem estrutura para absorver esses migrantes, que chegam em situação de vulnerabilidade face ao estado de pobreza em que se encontram. Assim, os problemas urbanos surgem na figura da pobreza e desigualdade social, gerando a marginalização, precariedade nas condições de saneamento, aumento de doenças e favelização.
É necessária uma visão holística em relação aos problemas que o campo e a cidade passam, pois, ambos o ecossistemas (rural e urbano) são parte de um sistema maior, onde os processos ocorrem em cadeia e cumulativamente. Portanto, através da análise da dinâmica dos ambientes, limitações, potencialidades e sustentabilidade do uso dos recursos naturais, é possível o mapeamento dos problemas que ocorrem no semiárido e no litoral, contribuindo, assim, para uma otimização no uso dos recursos baseado em práticas sustentáveis e socialmente justas.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
DESERTIFICAÇÃO: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

A preocupação da comunidade científica quanto ao tema desertificação é relativamente recente. A discussão tomou proporções internacionais a partir da Conferência Internacional das Nações Unidas para o Combate à Desertificação na década de 70, onde o Brasil teve participação. Na ocasião, elaborou-se o Plano de Combate à Desertificação, objetivando o fomento a ações no âmbito mundial, bem como adesão dos países que possuíssem áreas suscetíveis à desertificação.
Em 1992, no Rio de Janeiro, foi elaborada a Agenda 21, na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a ECO-92. A Agenda 21 tem como um dos seus focos o combate à desertificação. Passados cinco anos da criação do referido documento, no âmbito nacional, a desertificação teve uma definição oficial, tendo em vista o Brasil ser signatário da Convenção das Nações Unidas no Combate à Desertificação. Foi criada, em 1997, a Política Nacional de Combate à Desertificação, através da Resolução Conama 238 de 1997. Esta Resolução adotou o conceito proposto na Agenda 21, que entende a desertificação como sendo a degradação de terra nas zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, resultante de fatores diversos, tais como as variações climáticas e as atividades humanas.
A degradação da terra é resultante do seu uso indevido e surge a partir da degradação dos solos, da vegetação, da biodiversidade e dos recursos hídricos, aliada à redução da qualidade de vida das populações afetadas, pois a pobreza é considerada um dos principais fatores associados à desertificação.
Nesse contexto, foram definidas as Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASDs), definidas através do cálculo do grau de aridez da região, obtido a partir da razão entre a precipitação pluviométrica e a perda de água através da evapotranspiração potencial. A partir do índice de aridez, define-se o clima ao qual uma região está submetida, podendo ser caracterizado como hiperárido (menor do que 0,05), árido (0,05 a 0,20), semiárido (0,21 a 0,50), sub-úmido seco (0,51 a 0,65) e sub-úmido e úmido (maior do que 0,65).
No Brasil, as ASDs concentram-se em sua maior parte no Nordeste brasileiro, onde predominam as regiões semiáridas e sub-úmidas secas. Atualmente, estão mapeados quatro núcleos de desertificação: Gilbués/PI, Irauçuba/CE, Seridó/RN/PB e Cabrobó/PE, cuja área total é de cerca de 15.000 km². Nesses locais, a desertificação ocorre de forma extremamente grave, comprometendo intensamente os recursos naturais. Além dessas áreas no Nordeste, é possível encontrar também focos de desertificação em Minas Gerais e Espírito Santo.
No Ceará, os fatores que mais contribuem para a ocorrência da desertificação estão relacionados aos aspectos naturais. Entretanto, a exploração inadequada dos recursos naturais em atividades econômicas agropecuárias e industriais está contribuindo para a perda da biodiversidade levando à degradação do meio. O Ceará possui 85% do seu território submetido à semiaridez, onde são marcantes as vulnerabilidades em decorrência das condições climáticas, tipo de solo, indisponibilidade hídrica, baixos níveis pluviométricos com ocorrência irregular e baixos níveis socioeconômicos. Atualmente, existem três áreas susceptíveis à desertificação no Ceará, quais sejam, Irauçuba, Inhamuns e Jaguaribe.
Nas diversas unidades geoambientais, cuja maioria é vulnerável à ação humana, ocorrem aspectos que vão resultar em impactos de ordem ambiental, social e econômica. Nessas regiões, verificam-se problemas quanto à distribuição inadequada das terras, bem como a expansão urbana sem o mínimo planejamento, o que enseja a destruição da cobertura vegetal, o manejo inadequado dos recursos florestais, práticas agrícolas e pecuárias inapropriadas e efeitos socioeconômicos em função da variabilidade climática. Este quadro resulta na intensificação dos problemas sociais e na redução da capacidade produtiva.
Nesta perspectiva, os impactos provocados pela desertificação podem ser de ordem ambiental, social e econômica. Todos estão intimamente ligados, pois os problemas ambientais se desdobram em problemas de ordem socioeconômica. Como causas da desertificação, no tocante ao meio ambiente, têm-se a agricultura e a pecuária intensivas (adubação e cultivo excessivo), desmatamento, erosão dos solos, escassez de chuvas, poluição, uso e ocupação do solo desordenadamente e extração mineral. Estes fatores reduzem o potencial biológico da terra.
Esta redução vem a comprometer a produtividade agrícola e, por conseguinte, impactando social e economicamente as populações. Como consequência, ocorrem os processos migratórios devido às mudanças sociais causadas pela perda da capacidade produtiva. Normalmente, as populações migratórias se encontram em situação de alta vulnerabilidade, devido ao estado de pobreza que se encontram em suas regiões de origem. Tal dinâmica gera sérios impactos nas zonas urbanas, pois nem sempre estas dispõem de estrutura para atender às massas de migrantes, gerando problemas de cunho social e econômico, tais como o crescimento da pobreza, favelização, aumento de doenças e da mortalidade pela falta de saneamento, desigualdades sociais, desemprego e marginalização. Além das perdas econômicas causadas pela desertificação, tem-se o alto custo de recuperação das áreas afetadas, o que, muitas vezes, inviabiliza tais atividades.
É necessária uma gestão racional dos recursos naturais, buscando o combate à desertificação. Ações através da sociedade civil e dos governantes no combate à pobreza e às desigualdades sociais aliadas à recuperação, preservação e conservação dos recursos naturais são meios eficazes para que problemas socioambientais como redução da produção de alimentos, crescimento populacional urbano, favelização e marginalização sejam controlados. Isso somente será possível se formos capazes de promover o uso dos recursos ambientais baseado em práticas sustentáveis e socialmente justas.
Por fim, a partir da dinâmica natural, potencialidades, limitações e sustentabilidade de uso dos recursos naturais por meio do estudo de sistemas ambientais, é possível identificar áreas degradadas/desertificadas e fazer recomendações quanto ao um manejo mais adequado para estas áreas, visando contribuir para uma maior otimização no usufruto dos recursos naturais, consequente desenvolvimento da economia local e convivência com o semiárido.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
PROBLEMAS AMBIENTAIS NOS GRANDES CENTROS URBANOS

A visão reducionista de que o homem domina a natureza, de que ela foi feita para servi-lo, está deixando de ser uma verdade. Embora os problemas ambientais urbanos sejam bastante antigos, somente nas últimas décadas começaram a fazer parte da agenda de discussão, tendo em vista a escala e a gravidade que tais problemas tomaram. A vulnerabilidade da humanidade face às respostas que a natureza manifesta devido aos impactos ambientais gerados pela exploração dos recursos naturais sem planejamento está imprimindo na pauta da humanidade a preocupação com as formas com que ela tem conduzido suas ações em relação ao meio ambiente.
O processo de construção do espaço urbano, da forma como tem se dado, gera uma série de impactos e consequências negativas. A natureza pode ser entendida como o espaço da sociedade, existe uma dialética entre a natureza e os processos sociais que a constituem. Isto é evidenciado pelo fato de, ao passo que o ser humano modifica a natureza, ela influencia a sua forma de ocupação. A prova disso são os problemas ambientais que o homem sofre no processo de ocupação do espaço.
Nessa perspectiva, na realidade brasileira, a concepção de cidade gera inúmeros problemas de ordem ambiental, social e econômica. O processo de construção das cidades brasileiras não tem levado em conta a dignidade da pessoa humana. Faltam políticas públicas que orientem a apropriação do espaço, deixando a cargo do fator econômico a moldagem do ambiente urbano e isso se desdobra em inúmeras injustiças sociais, impactando diretamente no meio ambiente, com severas respostas da natureza aos processos de degradação.
Nesse contexto, o meio ambiente urbano tem como característica os processos de adensamento e crescimento físico territorial. A sua configuração não se restringe ao aspecto físico, mas a uma reunião de fatores culturais, políticos e espaciais, todos inter-relacionados, já que a sociedade modifica o meio ambiente e este reflete as relações sociais nele desenvolvidas. Entretanto, a dimensão espacial é a que mais se evidencia, visto que através dela é possível analisar os fatores socioeconômicos e ambientais de uma sociedade. É a partir daí que os problemas oriundos das modificações ambientais ocorrem.
As modificações no meio ambiente se dão através do processo de adensamento e verticalização. O adensamento é uma intensificação do uso e ocupação do solo e é vinculado à infraestrutura e à disponibilidade no meio físico. Assim, quanto mais áreas disponíveis no espaço, maior será a suscetibilidade à ocupação, o que demanda por parte do Estado uma política de zoneamento para que o uso e ocupação do solo se deem da forma mais equilibrada possível.
Nas cidades brasileiras, os principais problemas urbanos se dão no tocante ao aumento e concentração populacional; saneamento básico; ocupação ilegal de espaços impróprios para o assentamento; disposição irregular de resíduos sólidos e efluentes líquidos; escassez de áreas verdes; impermeabilização do solo; formação de voçorocas e erosão do solo.
O crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnológico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais, e em geral traz como consequência mais impactos ambientais, devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo para atender às demandas geradas.
Com isso, aumenta a pressão por serviços de saneamento, que envolve o abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgoto e gestão de resíduos. Deficiências nos serviços de saneamento desencadeiam sérios problemas de caráter ambiental e de saúde. Em muitos casos, quando há esgotamento sanitário, não há o seu tratamento, fazendo com que os corpos d'água que passam pelas áreas urbanas sirvam como esgotos a céu aberto ou como locais para disposição de resíduos sólidos. A ausência de abastecimento de água e coleta de esgoto é uma das principais responsáveis pela proliferação de doenças, quer seja pelo consumo de água não tratada, quer seja pelo contato com água contaminada.
O lançamento de esgotos em corpos hídricos desencadeia sérios problemas nos centros urbanos, tendo em vista contribuírem para a contaminação das águas superficiais e subterrâneas, o que, geralmente, inviabiliza o uso para abastecimento público. Em relação aos resíduos sólidos domésticos, a formação de lixões a céu aberto compromete a qualidade do solo, da água, do ar, além de permitirem a proliferação de animais, transmitindo doenças, tendo em vista a ausência de tratamento adequado ao lixo disposto.
A escassez de áreas verdes e a impermeabilização do solo refletem diretamente no aumento da temperatura e na intensificação da ocorrência de enchentes. As áreas verdes contribuem para o equilíbrio da temperatura, aumentando a quantidade de vapor na atmosfera, amenizando a temperatura. As construções e implantação de asfalto contribuem para o aumento da radiação e da absorção de calor, contribuindo para a formação das ilhas de calor. Além disso, devido aos problemas de falta de moradia e disponibilidade de lotes urbanos a preços acessíveis, a população se vê forçada a ocupar áreas impróprias para a ocupação, muitas vezes desmatando as áreas verdes disponíveis.
Além disso, face à importância da cobertura vegetal no processo de estabilização de taludes nas cidades, a sua retirada aliada às movimentações de terras, ocupação de locais com declividades inadequadas e remoção do solo superficial proporcionam a formação de voçorocas e erosão do solo a partir da exposição de terrenos vulneráveis à ação das águas.
Todos esses problemas ambientais desencadeiam consequências danosas à saúde da população e danos aos bens materiais, em função da problemática gerada pelo uso e ocupação inadequados. Somente recentemente as questões ambientais no meio urbano têm sido discutidas, sobretudo para apontar alternativas e soluções para os crescentes problemas vivenciados pela cidade.
O Poder Público figura como agente responsável, muitas vezes pelos efeitos negativos ao meio ambiente, não somente pelas suas ações, mas principalmente por suas omissões. O papel de fiscalizador do cumprimento das normas ambientais, quando não exercido de forma regular, permite a exploração de recursos naturais de forma degradante. Assim, o Estado desempenha papel extremamente relevante na reversão do quadro atual nas cidades brasileiras, principalmente na figura dos órgãos ambientais responsáveis por fiscalizar e licenciar as atividades ambientalmente impactantes.
Diante dos problemas elencados, tem surgido um novo paradigma relacionado ao desenvolvimento sustentável que se apresenta como uma busca de soluções para um impasse no planejamento urbano. Portanto, buscar uma solução para os problemas ambientais se dá através de uma ação conjunta de esforços políticos, institucionais, econômicos e sociais, preocupados com uma nova concepção em desenvolvimento para o ambiente urbano. Somente com a interação dessas forças é possível alcançar mudanças socioambientais significativas.
Assim, é importante que qualquer proposta de gestão urbana e ambiental tenha por escopo o princípio da democracia, assegurando a participação da comunidade na elaboração, execução e avaliação das ações ambientais implementadas nas cidades.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS E SUAS REPERCUSSÕES SOCIOAMBIENTAIS

As mudanças climáticas globais têm se manifestado de várias formas, destacando-se o aquecimento global e a ocorrência de fenômenos climáticos extremos. Desde a Revolução Industrial, a temperatura global vem aumentando e a comunidade científica tem afirmado que a intensificação do efeito estufa tem como causa o aumento da concentração de determinados gases na atmosfera, dentre eles o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4).
O efeito estufa é visto como o principal causador do aquecimento global. Trata-se de um fenômeno natural, indispensável à maioria das formas de vida, causado pela presença de determinados gases na atmosfera, que por este motivo são conhecidos como gases de efeito estufa (GEE). Ocorrem naturalmente na atmosfera em concentrações determinadas por fatores naturais. Os principais gases estufa são o vapor de água (H2O), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e o dióxido de carbono (CO2). Este último, o mais conhecido, além de ser lançado na atmosfera de forma natural, também é lançado em decorrência das atividades antrópicas, principalmente pela queima de combustíveis fósseis e pela destruição e queimada de florestas, neste último caso, colaborando para o aumento do albedo e exposição do horizonte orgânico do solo à decomposição da matéria orgânica que libera gás carbônico mais facilmente.
A atmosfera possui a capacidade de depurar a maioria dos gases. Entretanto, quando as taxas de emissão superam a capacidade de depuração a dinâmica da atmosfera muda para encontrar um novo equilíbrio.
Nesse contexto, a Revolução Industrial é um marco histórico no processo de aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, representado pelo aumento intenso no consumo de combustíveis fósseis, evidenciando a relação das atividades humanas com o aumento das concentrações desses gases.
As mudanças climáticas podem impactar através do aumento da frequência e da intensidade de enchentes e secas; de perdas na produção agrícola; do surgimento e crescimento de desertos podendo inviabilizar a produção de alimentos, deslocando para as cidades vasto número de pessoas em busca de sobrevivência, agravando os problemas urbanos; de ameaças à biodiversidade; de mudanças no ciclo hidrológico; do aumento de doenças, dentre outros. As regiões semiáridas estão entre as mais vulneráveis a tais mudanças, assim como as populações de menor renda.
A vulnerabilidade das populações face às consequências das mudanças climáticas configura-se o real problema, tendo em vista a fragilidade das populações para lidar com tais consequências.
Dentro dessa perspectiva, buscando solucionar os problemas atinentes ao aquecimento global, várias políticas voltadas para as mudanças climáticas foram adotadas desde Estocolmo (1972). A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (1992) objetivou estabelecer diretrizes e condições para a estabilização dos gases de efeito estufa na atmosfera. O Protocolo de Quioto (1997) visou a diminuição das emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa. A Conferência de Bali (2007) se manteve na mesma linha do Protocolo de Quioto, propondo a intensificação nas reduções dos gases de efeito estufa. A Conferência de Copenhague (COP-15), em 2009, se manteve na mesma linha de objetivos e metas, porém sem muito êxito prático, dados os conflitos de interesse entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento.
Nessa perspectiva, a questão das mudanças climáticas tem sido revestida de forte carga ideológica, onde alguns defendem as reduções nas emissões alegando ser o homem agente intensificador dos processos de mudanças climáticas, caracterizando-a como antropogênica. Em contrapartida, outros defendem o caráter geogênico destas mudanças, alegando não haver provas suficientes que possam ligar o aumento na utilização de hidrocarbonetos e emissão de dióxido de carbono às mudanças climáticas desfavoráveis em razão das atividades antrópicas.
Enquanto as discussões e os problemas se prolongam, as populações em situação de pobreza sofrem com as consequências das mudanças climáticas. Essas mudanças repercutem de forma diferenciada nos distintos segmentos sociais. A elevada desigualdade social influencia na questão dessas mudanças. As populações em condições de vulnerabilidade socioambiental possuem maior exposição a esses problemas, o que é evidenciado pelas precárias condições de vida e de trabalho, expressos através da pobreza, condições precárias de habitação e acesso limitado aos sistemas produtivos.
Assim, é necessário que se crie a consciência de que o meio ambiente global é único, que o sistema atmosférico é interligado e age diretamente sobre a configuração da superfície. Para combater as mudanças climáticas todos os países precisarão agir no combate ao aquecimento global, cabendo primordialmente aos grandes emissores, os países desenvolvidos, agirem ativamente na busca por um desenvolvimento sustentável. Os efeitos das mudanças no clima ocorrem em todos os países e todos e estão suscetíveis aos seus efeitos adversos e as populações mais pobres terão maior dificuldade em lidar com os problemas.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade

Construído em cima das "Treze Técnicas para Suprimir a Verdade" de David Martin, a lista que se segue pode ser útil para o iniciado no mundo de verdades veladas e meias verdades, mentiras e supressão da verdade, que acontecem quando crimes graves são discutidos em fóruns públicos. Isto, infelizmente, inclui todos os meios de comunicação de hoje em dia, que são as maiores fontes de desinformação.
Sempre que o crime envolver uma conspiração, ou uma conspiração para encobrir um crime, haverá invariavelmente uma campanha de desinformação lançada contra aqueles que procuram descobrir e expor a verdade e/ou conspiração. Existem táticas específicas que artistas da desinformação tendem a aplicar, as quais apresentarei em seguida.
Os artistas da desinformação e aqueles que os controlam (aqueles que irão sofrer se o crime for resolvido) devem procurar evitar um exame completo e racional de qualquer cadeia de provas que fosse incriminá-los. Uma vez que fatos e verdades raramente caem por conta própria, eles devem ser superados com mentiras e enganos. Aqueles que são profissionais na arte da mentira e do engano, como a comunidade de inteligência, as autoridades governamentais e obviamente a mídia corporativa, tendem a aplicar neste processo ferramentas razoavelmente bem definidas e observadas. No entanto, o público em geral não é bem armado contra essas armas, e é muitas vezes facilmente enganado por essas táticas.
Surpreendentemente, nem os meios de comunicação nem as autoridades legais foram treinados para lidar com estas questões. Na maior parte do tempo, apenas os desinformantes compreendem as regras do jogo.
Espero que seja de grande valia para aqueles que estão começando a ver como as coisas realmente funcionam, bem como para aqueles que instintivamente já perceberam como estas táticas são utilizadas, conhecer exatamente cada uma das táticas e subterfúgios daqueles que pretendem esconder a verdade.
1. Não ouça o mal, não veja o mal, não fale do mal. Independentemente do que você sabe, não discuta, especialmente se você é uma figura pública, âncora de TV, etc. Se você não for informado é porque não aconteceu, e você nunca terá que lidar com os problemas.
2. Torne-se incrédulo e indignado. Evite discutir os principais problemas e ao invés foque em questões laterais que podem ser utilizadas para mostrar o tema como sendo crítico de algum grupo ou tema intocável. Este método é também é conhecido como o "Como você se atreve!". Um bom exemplo é quando alguém questiona a versão oficial do 11 de setembro e a mídia diz isto é uma afronta às famílias das vítimas.
3. Crie boateiros. Evite discutir os problemas, descrevendo todas as acusações, independentemente das provas, como meros rumores e acusações selvagens. Outros termos depreciativos mutuamente exclusivos da verdade podem funcionar muito bem. Este método funciona especialmente bem com a silenciosa imprensa, porque a única maneira que o público poderá conhecer os fatos são através destes "boatos incertos". Se você puder associar o material com a Internet, use isto para certificar a acusação como uma "fofoca" que não pode ter base na realidade. Isto foi muito usado pela rede globo durante a falsa pandemia da gripe suína.
4. Use um "espantalho". Ache ou crie um elemento do argumento de seu oponente que você possa facilmente derrubar para você se sair bem e o seu adversário ficar em uma posição desfavorável. Ou então crie um problema que você possa implicar com segurança que exista com base na sua interpretação do adversário, nos argumentos do adversário ou da situação, ou então selecione o aspecto mais fraco das acusações mais fracas. Amplifique o seu significado e as destrua de uma forma que pareça desmentir todas as acusações, reais e as fabricada, enquanto na verdade evita a discussão das questões reais.
5. Desvie os adversários através de xingamentos e ridicularização. Isso também é conhecido como o estratagema do "ataque ao mensageiro" , embora outros métodos qualifiquem como variantes dessa abordagem. Associe adversários com títulos impopulares, como "malucos", "de direita", "liberal", "esquerda", "terroristas", "teóricos da conspiração", "radicais", "milícias", "racistas", "religiosos fanáticos ", "drogados", "desviados sexuais", e assim por diante. Isso faz com que outros removam o seu apoio com medo de receber o mesmo rótulo, e assim você evita lidar com os problemas. Esta tática foi muito utilizada quando Charlie Sheen veio a público questionando a versão oficial do 11 de setembro.
6. Bata e Corra. Em qualquer fórum público, faça um breve ataque ao seu oponente ou a posição de adversário e em seguida pule fora antes de que uma resposta possa ser dada, ou simplesmente ignore qualquer resposta. Isso funciona muito bem em ambientes de internet e em cartas ao editor, onde um fluxo constante de novas identidades podem ser utilizadas sem ter que explicar o raciocínio crítico - simplesmente faça uma acusação ou outro ataque, nunca discutindo as questões, e nunca respondendo a qualquer resposta posterior, por que isto dignificaria o ponto de vista do oponente.
7. Questione os motivos. Distorça ou amplifique qualquer fato que possa insinuar que o adversário opera a partir de uma agenda oculta pessoal ou esteja sendo tendencioso de qualquer outra forma. Isso evita discutir as questões e força o acusador a ficar na defensiva.
8. Invoque autoridade. Reivindique para si mesmo autoridade ou se associe com autoridade e apresente seu argumento com o "jargão" ou "minúcias" o suficiente para ilustrar que você é "quem sabe", e simplesmente diga que não é assim, sem discutir as questões ou demonstrar concretamente o porquê ou citar fontes.
9. Banque o idiota. Não importa o argumento de que a evidência ou lógica é oferecido, evite discutir questões negando que elas têm qualquer credibilidade, fazem qualquer sentido, fornecem qualquer prova, contém ou esclarecem uma questão, tem lógica, ou dão apoio a uma conclusão. Misture bem para ter o máximo efeito.
10. Associe as acusações do adversário com notícias antigas. Normalmente um derivado da estratégia do "espantalho", em qualquer assunto de grande escala e alta visibilidade, alguém irá fazer acusações no início que podem ser ou já foram resolvidos facilmente. Se futuras acusações forem previsíveis, faça o seu lado levantar uma questão "espantalho" e a trate no início, como parte dos planos de contingência. As acusações subseqüentes, independentemente da validade ou mesmo que cubram novas descobertas, elas geralmente podem ser associadas com a acusação inicial e refutadas como sendo uma simples repetição que pode ser refutada sem a necessidade de abordar as questões atuais - ainda melhor quando o adversário está ou esteve envolvido com a fonte original.
11. Estabeleça posições onde você possa retroceder. Usando uma questão ou elemento menos importante dos fatos, aja com classe "confesse" com franqueza que algum erro inocente, em retrospecto, foi feito, mas que os adversários aproveitaram a oportunidade para colocar tudo fora de proporção e implicam criminalidades maiores que, simplesmente "não é assim." Outros podem reforçar isto em seu nome mais tarde. Feito corretamente, isso pode angariar a simpatia e o respeito de "jogar limpo" e "reconhecer" os seus erros, sem abordar as questões mais graves. Esta tática foi muito utilizada pelo IPCC quando veio a público que grande parte de suas estimativas de derretimento de geleiras, perda da floresta amazônica, entre outros, eram exageradas e não eram baseadas em estudos científicos.
12. Enigmas não têm solução. Inspirando-se na cadeia de eventos em torno do crime e da multiplicidade de participantes e eventos, pinte todo o assunto como muito complexo para ser resolvido. Isso faz com que aqueles que acompanhem o assunto comecem a perder o interesse mais rapidamente sem ter que resolver os problemas reais.
13. Lógica da "Alice no País das Maravilhas". Evite o debate das questões raciocinando de trás para a frente com uma aparente lógica dedutiva de uma forma que deixe de fora qualquer fato material real.
14. Exija soluções completas. Evite as questões exigindo de seus opositores a resolução do crime atual completamente, um truque que funciona melhor para itens que qualifiquem-se para a regra 10 (Associe as acusações do adversário com notícias antigas).
15. Encaixe os fatos em conclusões alternativas. Isto requer um pensamento criativo, a menos que o crime tenha sido planejado com conclusões de contingência.
16. Desapareça com provas e testemunhas. Se elas não existirem, não existe fato, e você não terá de resolver o problema.
17. Mude de assunto. Normalmente utilizado em conexão com um dos outros estratagemas listados aqui, encontre uma maneira de desviar a discussão com os comentários abrasivos ou controversos, na esperança de chamar a atenção para um tema novo, mais fácil de lidar. Isto funciona especialmente bem quando os oponentes podem "discutir" com você sobre o tópico novo e polarize a arena de discussões, a fim de evitar discutir questões mais fundamentais.
18. Emotive, antagonize, e incite os oponentes. Se você não poder fazer mais nada, repreenda e insulte os seus adversários e os leve a respostas emocionais que possam fazê-los parecer tolos e emotivos, o que geralmente tornam o seu material um pouco menos coerente. Não só você vai evitar discutir os problemas em primeiro lugar, mas mesmo que a sua resposta emocional foque na questão em discussão, você pode ainda evitar as questões ao se concentrar em como eles "são sensíveis a críticas".
19. Ignorar a prova apresentada, e exija provas impossíveis. Esta é talvez uma variante da regra do "banque o tolo". Independentemente do material que possa ser apresentado por um adversário em fóruns públicos, alegue que a prova material seja irrelevante e exija uma que seja impossível para o adversário mostrar (ela pode existir, mas não pode estar à sua disposição, ou pode ser algo que seja sabido que possa ser facilmente destruída ou retida, tal como a arma de um crime). Para evitar completamente discutir questões desminta categoricamente e seja crítico da mídia ou livros como fontes válidas, negue que as testemunhas sejam aceitáveis, ou mesmo negue que as declarações feitas por autoridades governamentais ou outras têm qualquer significado ou relevância.
20. Falsas provas. Sempre que possível, introduza novos fatos ou pistas projetados e fabricados para entrar em conflito com as apresentações do adversário para neutralizar questões sensíveis ou dificultar a resolução. Isso funciona melhor quando o crime foi planejado com contingências para este propósito, e os fatos não podem ser facilmente separados das invenções.
21. Chame um Grande Júri, Promotoria Especial, ou outro organismo habilitado para investigações. Subverta o processo para seu próprio benefício e efetivamente neutralize todas as questões sensíveis, sem uma discussão aberta. Uma vez convocado, as evidências e testemunhos devem ser secretos. Por exemplo, se o advogado de acusação estiver do seu lado, ele pode garantir que o Grande Júri não ouça nenhuma evidência útil e que as provas sejam vedadas e indisponíveis para investigações posteriores. Depois de um veredicto favorável (geralmente, esta técnica é aplicada para inocentar o culpado, mas também pode ser utilizada para obter acusações quando se procura enquadrar uma vítima) for alcançado, o assunto pode ser considerado oficialmente encerrado.
22. Fabrique uma nova verdade. Crie o seu próprio perito(s), grupo(s), autor(es), líder(es) ou influencie os existentes para forjar novos caminhos através de pesquisa científica, investigativa ou social, ou testemunho que conclua favoravelmente. Desta forma, se você realmente precisar lidar com as questões relevantes, você pode fazê-lo com autoridade.
23. Crie distrações maiores. Se as estratégias acima não funcionarem para desviar questões sensíveis, ou para impedir a indesejável cobertura da mídia de eventos que não se possa impedir, tais como julgamentos, crie notícias mais importante (ou as trate como tal) para distrair as multidões.
24. Silencie os críticos. Se os métodos acima não funcionarem, considere remover os oponentes de circulação através de uma solução definitiva, para que a necessidade de abordar as questões seja totalmente removida. Isso pode ser através de sua morte, prisão e detenção, chantagem ou destruição do seu carácter pela liberação de informações de chantagem, ou simplesmente pela intimidação adequada usando chantagem ou outras ameaças.
25. Desapareça. Se você é um portador de segredos importantes relacionados a algum crime ou conspiração e você acha que o calor está ficando muito quente, para evitar os problemas, desapareça.
Todos os comentários são muito bem vindos, mas os leitores deste blog mais experientes podem contribuir apresentando exemplos específicos de cada regra, os quais eu irei incluir no artigo.
Fontes:
The Vigilant Citicen: The 25 Rules of Disinformation
Proparanoid: DISINFORMATION vs. TRUTH
Thirteen Techniques for Truth Suppression by David Martin
http://www.anovaordemmundial.com
domingo, 22 de maio de 2011
Educação Forjada
Este vídeo postado acima trata de um discurso proferido pela professora Amanda Gurgel na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em debate sobre a qualidade da educação no estado.
O Estado em que vivemos está projetado para usurpar nossa instrução e nossa educação. E um dos meios utilizados para consecução do crime é a superdesvalorização do professor, sabido pilar da educação, "pedra angular da existência livre."
O objetivo é corromper a nossa juventude, da qual nossas professores são parte, por meio de uma educação fundada em princípios e teorias completamente falsas e que são inspirados por pessoas insanas famintas pelo poder sem limites.
O depoimento da professora Amanda é emocionante. Não sou professor, mas este sempre foi um grande sonho meu. Infelizmente a educação intencionamente é relegada a segundo plano para que os objetivos dessa elite ridícula que AINDA está no poder seja alcançado.
Juntemo-nos a este manifesto e tomemos como nosso, pois independente da classe, se for oposta à elite, está na luta. Eterna luta.
"Quem quer que deseje ser editor, bibliotecário ou impressor, será obrigado a obter um diploma, o qual, no caso de seu possuidor se tornar culpado dum malefício qualquer, será imediatamente confiscado.Com tais medidas, o instrumento do pensamento se tornará um meio de educação nas mãos de nosso governo, o qual não permitirá mais as massas populares divagarem sobre os benefícios do progresso. Quem é que, entre nós, não sabe que esses benefícios ilusórios levam diretamente a sonhos absurdos? Desses sonhos se originaram as relações anárquicas dos homens entre si e com o poder, porque o progresso, ou melhor, a idéia do progresso foi que deu a idéia de todas as emancipações, sem fixar os seus limites... Todos aqueles que chamamos liberais são anarquistas, senão de fato, pelo menos de pensamento. Cada qual deles busca as ilusões da liberdade e cai na anarquia, protestando pelo simples prazer de protestar..."Trecho de Os Protocolos dos Sábios de Sião, Capítulo XII, p. 49.